Soluções para o SUS, sustentabilidade e inovação: pesquisa acadêmica ganha vitrine no 17º Farmapolis
A produção científica na área da farmácia ganhou visibilidade nesta quinta-feira (19), durante o Farmapolis Brasil 2026. Ao todo, 44 trabalhos foram apresentados no Hall do Centro de Eventos Centrosul, na modalidade e-pôster, oferecendo aos futuros farmacêuticos a oportunidade de mostrar o resultado de suas pesquisas.
Carolina Ragna, estudante da 5ª fase de Farmácia da UFSC, apresentou um trabalho sobre educação em saúde e ISTs, relatando sua experiência na Liga Acadêmica de Farmácia Clínica. Apesar do nervosismo inicial, ela avaliou a experiência como positiva e destacou que as trocas com o avaliador trouxeram novos aprendizados e perspectivas para as futuras ações da liga — o que a motivou a continuar participando de eventos científicos.
A estudante também elogiou a programação do evento. “Tem bastante debate sobre assistência farmacêutica e farmácia clínica, que é área, que eu quero para o meu futuro”, contou.
Para a farmacêutica Caroline Chaves, uma das avaliadoras, os trabalhos apresentados pelos graduandos na 17ª edição se destacaram pela aplicabilidade prática, com foco em soluções para o SUS, sustentabilidade e inovação tecnológica. Ela lembrou como o evento inspirou sua própria formação: “Foi um divisor de águas. O Farmapolis foi o estímulo necessário para que eu ingressasse na iniciação científica e iniciasse minha trajetória na pesquisa.”
Com longa história de participação e organização em edições anteriores, Caroline reforçou o Farmapolis como um espaço fundamental para a divulgação científica e o estímulo à pesquisa acadêmica em Santa Catarina. Para ela, a retomada do congresso é uma oportunidade estratégica para descentralizar a apresentação de trabalhos, facilitar o acesso dos estudantes locais à ciência e fortalecer a cultura de pesquisa na graduação.
