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Organizações querem garantir profissional de saúde à frente da Anvisa

A notícia de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ficará sem profissional da área da saúde na sua diretoria, ainda que temporariamente, preocupa as organizações da área. A Fenafar está mobilizando entidades farmacêuticas para um movimento capaz de pressionar a Presidência da República a corrigir rapidamente esta lacuna.

O atual diretor-presidente, o farmacêutico Dirceu Barbano, encerra em outubro a sua segunda e última gestão. Além dele, há outros quatro diretores que são profissionais de Direito e Economia. Segundo lembrou o jornal Folha de São Paulo, no passado, a agência chegou a ficar mais de três anos sem substituir membros que deixaram a diretoria por terem seus mandatos vencidos.

A Anvisa é responsável por regular processos estratégicos para todos os setores relacionados a produtos e serviços que possam afetar a saúde da população brasileira. Regras de comercialização e uso de produtos e serviços como alimentos, cosméticos, insumos farmacêuticos, laboratórios e medicamentos são determinadas pela agência.

Para o presidente da Fenafar e diretor do SindFar, Ronald Ferreira dos Santos, o contato com a prática é determinante para a tomada de decisões. "As decisões políticas precisam ser assentadas em bases técnicas. Nos últimos anos, foi possível contar com um farmacêutico à frente de regramentos envolvendo medicamentos, hemoderivados, agrotóxicos, cosméticos e alimentos, dentre outros com grande carga de polêmicas eminentemente técnicas. Foi um período em que a Anvisa teve importante participação nos processos de transferência de tecnologia. É a continuidade deste desempenho da Agência que desejamos garantir", justifica o farmacêutico.

 

Ana Claudia Araujo/SindFar/SC

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